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A POLÍCIA “IGNORANTE” E A POLÍCIA “GENIAL”!

mono2.jpg - 53.62 KbA POLÍCIA “IGNORANTE” E A POLÍCIA "GENIAL"!

 

Em 2006, conforme você constata na publicação do site da Scotland Yard (abaixo), a “obtusa” Polícia Inglesa chegou ao primeiro caso de identificação eletrônica por meio de um fragmento palmar (palma da mão) de sua história, resultado de um vestígio desse tipo encontrado num local de crime.

No Espírito Santo, a situação é inversa.

Abominando essas tecnologias policiais inglesas típicas de “ignorantes”, os governos cuidaram de fazer exatamente o contrário: destruíram o arquivo unidigital de impressões digitais, palmares (mãos) e plantares (pés) do Departamento de Identificação.

Há mais de uma década, a Associação dos Peritos Papiloscópicos – APPES requereu e lutou incansavelmente pela criação da Seção Monodatilar. A APPES trouxe de fora do Estado peritos para ministrarem cursos de aprimoramento para os peritos capixabas, lutou pela edição de uma lei criando o Monodatilar (e como teve que lutar para mostrar o óbvio!), adquiriu todo o material da Seção do próprio bolso dos peritos e organizou todo seu funcionamento.

No início, a Seção funcionava a pleno vapor, com apenas dois ou três peritos montando todo o arquivo monodatilar (que requer uma classificação específica) digital, plantar e palmar.

Gradativamente, o serviço foi aumentando e as politicagens governamentais atuando… Tira um perito para fazer politicagem aqui, tira outro perito para tapar outro buraco ali, etc. E o concurso para o cargo, há vinte anos sem ser realizado!

Durante os primeiros anos após a criação do Mono, todo criminoso que era enviado ao Departamento tinha suas impressões coletadas para os arquivos do Mondatilar (digitais, palmares e plantares). De uns tempos para cá, nenhuma é mais coletada. Um desserviço para o povo capixaba!

 

Falta de visão destrói o serviço

 

Movidos pelo “relevante interesse público", fizeram com que todo o serviço feito no Monodatilar fosse encerrado! Dessa forma, a Seção teve que optar pela emissão dos laudos, cobrados diariamente pela Justiça, acabando com a coleta das impressões digitais, palmares e plantares que realizava todo dia.

SEM DÚVIDA, A “MAIOR” CONTRIBUIÇÃO DO ESTADO PARA A “SEGURANÇA” DOS CAPIXABAS NOS ÚLTIMOS TEMPOS! UM FEITO HISTÓRICO!

E o que é mais grave é abominar a própria história da identificação capixaba! O Arquivo Monodatilar do Espírito Santo foi o primeiro criado na América do Sul, em 1911, segundo relatos feitos por historiadores. Vejam a falta de compromisso com a segurança da população: um arquivo criado em 1911, que foi recriado em 1998, e uma década depois foi novamente destruído! Fruto da completa ausência de compromisso com as causas da sociedade!

Alguns “gênios” simplesmente exterminaram um serviço imprescindível para qualquer policia a que se possa dar esse nome. Desconhecendo a importância do serviço, fizeram um "trabalho" contrário aos interesses sociais.

O serviço monodatilar começou pelo esforço dos peritos papiloscópicos e se manteve enquanto foi possível a categoria se sacrificar por sua construção e aprimoramento. Foi sendo tocado pela dedicação da categoria, sem qualquer apoio dos que acabam com a segurança da população!

Hoje, todo o trabalho dos peritos papiloscópicos feito para o arquivo monodatilar está entulhado no laboratório da categoria! O laboratório que, como todos sabem, existe apenas no papel!

Sem Mono, sem laboratório, sem investimentos, dirigidos por “gênios da raça”, assistindo às polícias sérias resolverem os crimes!

Não fosse nossa esmerada e “obtusa” educação inglesa e as exigências politicamente corretas, a quantidade de impropérios que seria publicada em homenagem a esses “gênios” da segurança encheria essa página!

 

Segue o texto da Scotland Yard:

 

"New fingerprint technology success

09 May 2006

 

For the first time in over 100 years of fingerprint searching, the Metropolitan Police Fingerprint Bureau now has the capability to electronically search palm marks left at the scenes of crimes.

Following an upgrade to the fingerprint searching system on 1 March 2006 the Met had its first success using the new technology when it identified a palm mark left on the outside of a stolen motor vehicle on 2 March.

"Following an upgrade to the fingerprint searching system on 1 March 2006 the Met had its first success using the new technology when it identified a palm mark left on the outside of a stolen motor vehicle on 2 March."

The vehicle had been used in a burglary and abandoned some 20 miles away from the scene of the crime.

After the palm mark was identified, the marks from the burglary where also checked and identified to the same suspect.

A man serving a prison sentence for a completely different offence has know been charged with burglary and the theft of the motor vehicle.The bureau has, since the upgrade, identified over 140 scenes of crime palm marks so far."

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